Não me fales de discórdia,
Muito menos de misericórdia.
Fala-me de qualquer coisa,
E que ninguém nos oiça.
Pois quero-me despir de pensar,
Deixar os lábios apenas falar.
E escutar o que me parecer,
Do resto não quero saber.
Mas não ouses avivar a voz,
Que pensariam de gente como nós.
Sábios do pensamento,
Conhecedores de todo o momento.
Que andamos a falar de nada,
Levas logo uma chapada.
Se alguém o ousa imaginar,
Ou pior me questionar.
Ah aí é a tua desgraça,
Dou cabo da tua raça.
Se esse medo se torna real,
E abandonam a minha moral.
Descobrindo que podem sozinhos,
Encontrar seus próprios caminhos.
Deixarei de fazer vontades,
E tenho no poder uma necessidade.
Pois escuta bem o que quero sentir,
Para depois não teres que mentir.
Com cautela despeja-me o imundo,
A mim um senhor do mundo.
Que o vazio me preencha,
É essa a minha sentença.
sábado, 16 de janeiro de 2010
Subscrever:
Comentários (Atom)