Porque os sentidos não têm cor,
E o vício é um lugar estranho,
Resolvi falar-te de histórias indolor,
Amigos que nunca esquecem de onde venho,
Em pleno Inverno da alma nua.
E quando os mares se revoltam,
E o tempo faz de ti um homem morto,
Há sempre aqueles que nos consolam,
Que nos querem ensinar a chegar a bom porto,
No beco mais escuro do fim da rua.
Primeiro, não existe primeiro nem último,
Só o dom de aprender a ensinar o amor,
Fazer da mais pequena incapacidade um culto.
Para que por um momento nos libertemos da escravidão da dor.
Quando é a hora da verdade que se quer sua.
Devemos então não pagar nada a ninguém,
Perante a honra de neste mundo poder dever algo,
Porque por divida compreende-se sempre a posse de alguém,
E nós somos só filhos da vadiagem que te falo.
Liberdade por essência aos olhos do sol e da lua.
A tua ternura é um despojo de amigo,
Tantos olhares inquietos perante o prazer de sentir,
Que um Homem pode trazer a sua alma consigo,
E não se esquecer nunca de que pode e deve sorrir,
Perante a eternidade desta guerra desigual e crua.
Há sempre uma canção que nunca ouvi,
Que quando me chega ao gosto me faz lembrar de vós,
Me faz sonhar com a incoerência voluntária que somos todos nós,
Aqueles que posso dizer com quem vivi,
E fico sempre um pouco mais…
Perdido perante o gozo de nem sequer tentar pensar em nada,
Apenas permitir-me a escrever pelo gáudio de escrever,
E a despir de meu corpo a raiva do mundo que mora em meu ser,
Apenas submerso por uma maré de gente amada.
E fico sempre um pouco mais…
Amigo.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
domingo, 26 de dezembro de 2010
Globalização
Qual é o preço da tua cultura?
Quanto vale a tua voz?
Tudo morre, nada perdura,
Nem a verdade que temos em nós.
Como os cães defecam pelo mundo,
A identidade de cada perfume,
Eu quero tomar a razão do teu fundo,
Ser o dono do teu costume.
Talvez nem o percebas
Mas entre nós há uma despedida,
Talvez nunca cedas.
Talvez morras a lutar pela vida.
Porém tudo isso é vão,
Quando o amor é um mero tempo formatado,
Pelos escombros da globalização,
Tudo o que é teu já não existe, foi derrotado.
Eu sou o tudo.
A tua morte, ou o teu novo mundo.
Quanto vale a tua voz?
Tudo morre, nada perdura,
Nem a verdade que temos em nós.
Como os cães defecam pelo mundo,
A identidade de cada perfume,
Eu quero tomar a razão do teu fundo,
Ser o dono do teu costume.
Talvez nem o percebas
Mas entre nós há uma despedida,
Talvez nunca cedas.
Talvez morras a lutar pela vida.
Porém tudo isso é vão,
Quando o amor é um mero tempo formatado,
Pelos escombros da globalização,
Tudo o que é teu já não existe, foi derrotado.
Eu sou o tudo.
A tua morte, ou o teu novo mundo.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Desempregado
Não tenho nome,
Sou só mais um número,
A fórmula da fome.
A mentira que dorme,
Do outro lado do muro.
Preciso de uma obrigação,
Qualquer coisa que me faça infeliz.
Uma espécie de velha monção,
Que me alimente a ilusão,
De sonhar com o que nunca fiz.
Arranja-me uns dias,
Os compassos da minha utilidade,
Compro-te as minhas agonias.
Em nome da abençoada assimetria,
Que dá uso à sociedade.
E depois logo se vê,
É um favor que me fazes,
Não vou colocar qualquer porquê.
Explica-me apenas como é,
E eu insisto que me esmagues.
Somos tão superiores nos nossos processos,
Tão justos no nosso sucesso,
Que o mundo só é um lugar estranho,
Para quem não sabe viver,
Quem não quer aprender,
Que o mundo é um lugar estranho,
Para quem não quer competir,
Quem apenas almeja sentir,
Que o mundo não é um lugar assim tão estranho,
Para a diferença de escolher,
Viver e não apenas deixares-te morrer,
Que lugar tão estranho,
Como tornámos a vida assim,
E a que se deve tal fim?
Sou só mais um número,
A fórmula da fome.
A mentira que dorme,
Do outro lado do muro.
Preciso de uma obrigação,
Qualquer coisa que me faça infeliz.
Uma espécie de velha monção,
Que me alimente a ilusão,
De sonhar com o que nunca fiz.
Arranja-me uns dias,
Os compassos da minha utilidade,
Compro-te as minhas agonias.
Em nome da abençoada assimetria,
Que dá uso à sociedade.
E depois logo se vê,
É um favor que me fazes,
Não vou colocar qualquer porquê.
Explica-me apenas como é,
E eu insisto que me esmagues.
Somos tão superiores nos nossos processos,
Tão justos no nosso sucesso,
Que o mundo só é um lugar estranho,
Para quem não sabe viver,
Quem não quer aprender,
Que o mundo é um lugar estranho,
Para quem não quer competir,
Quem apenas almeja sentir,
Que o mundo não é um lugar assim tão estranho,
Para a diferença de escolher,
Viver e não apenas deixares-te morrer,
Que lugar tão estranho,
Como tornámos a vida assim,
E a que se deve tal fim?
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sexta-feira, 23 de julho de 2010
Evolução
Tenho fome de ser,
Os olhos da loucura,
Os dedos da ternura,
E tudo o que quiser,
Quando o vento me solta,
Nos dias em que me prendes,
Quando não entendes,
O porquê da minha revolta.
Eu tenho perfume de dor,
Cravado no corpo,
E em tudo o que sofro,
Entrego todo o meu calor,
Para tanto sentir,
Que me faça pensar,
E te chame a cantar,
Quando estou a dormir,
Matando os dias com que me matas
Onde os sonhos me escrevem,
Para quando as máquinas cessarem,
E os homens sem erratas,
Apenas viverem.
Deixando de viver,
Como os dias o querem fazer parecer,
Aqueles que a ti não pertencerem,
Serão todos nós.
Os que morrem a gritar,
Sem ninguém escutar,
A quem segredas a voz.
O inferno é teu,
Essa porção que nos destrói,
És o veneno que nos corrói,
Eterno criador do céu.
Essa tua cómoda imposição…
Pois eu não quero morrer devagar!
Prefiro morrer a sonhar,
Do que ser mais um pardo da tua evolução.
Os olhos da loucura,
Os dedos da ternura,
E tudo o que quiser,
Quando o vento me solta,
Nos dias em que me prendes,
Quando não entendes,
O porquê da minha revolta.
Eu tenho perfume de dor,
Cravado no corpo,
E em tudo o que sofro,
Entrego todo o meu calor,
Para tanto sentir,
Que me faça pensar,
E te chame a cantar,
Quando estou a dormir,
Matando os dias com que me matas
Onde os sonhos me escrevem,
Para quando as máquinas cessarem,
E os homens sem erratas,
Apenas viverem.
Deixando de viver,
Como os dias o querem fazer parecer,
Aqueles que a ti não pertencerem,
Serão todos nós.
Os que morrem a gritar,
Sem ninguém escutar,
A quem segredas a voz.
O inferno é teu,
Essa porção que nos destrói,
És o veneno que nos corrói,
Eterno criador do céu.
Essa tua cómoda imposição…
Pois eu não quero morrer devagar!
Prefiro morrer a sonhar,
Do que ser mais um pardo da tua evolução.
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terça-feira, 13 de julho de 2010
Nome de Revés
No país dos eloquentes,
Morava um homem de azar,
Pois dispersava-lhe a mente,
Quando começava a falar,
E a sua sinceridade era um nada.
No meio de tamanha imponência,
De cada palavra pronunciada,
Pela voz da reverência,
Que lhe silenciava o pensamento,
E lhe quedava à indiferença,
Todo e qualquer momento,
Que desejava municiar a diferença.
Ele queria abraçar a verdade,
E sentir a brisa dos sonhos a chegar,
Mas foi acusado de insanidade,
Pela pureza do seu olhar.
Um agitador da calamidade,
Que ninguém jamais pode negar.
Ele pereceu na dor da saudade,
De quando nada sabia,
Do auge da sua simplicidade,
Pois na sua ténue sabedoria,
Ao mundo não soube mostrar,
Que a inteligência regente,
Essa divindade Secular,
Que nos consagra restantes ao eloquente,
Não é mais do que o espelho,
Da criança que aprende a matar,
E riqueza por sangue alheio,
Em nosso corpo a respirar.
Morava um homem de azar,
Pois dispersava-lhe a mente,
Quando começava a falar,
E a sua sinceridade era um nada.
No meio de tamanha imponência,
De cada palavra pronunciada,
Pela voz da reverência,
Que lhe silenciava o pensamento,
E lhe quedava à indiferença,
Todo e qualquer momento,
Que desejava municiar a diferença.
Ele queria abraçar a verdade,
E sentir a brisa dos sonhos a chegar,
Mas foi acusado de insanidade,
Pela pureza do seu olhar.
Um agitador da calamidade,
Que ninguém jamais pode negar.
Ele pereceu na dor da saudade,
De quando nada sabia,
Do auge da sua simplicidade,
Pois na sua ténue sabedoria,
Ao mundo não soube mostrar,
Que a inteligência regente,
Essa divindade Secular,
Que nos consagra restantes ao eloquente,
Não é mais do que o espelho,
Da criança que aprende a matar,
E riqueza por sangue alheio,
Em nosso corpo a respirar.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
A maldição do tempo
O que é um Homem vulgar!?
Existem tantos de nós no mundo,
Que nem sei por onde começar,
Ando num marasmo profundo,
Com aquele que não quero ser,
Como que um vazio anunciado,
Que só eu não quis perceber,
E do qual só eu não fui avisado,
Essa mesmice imperativa,
Que me anda a atormentar,
É uma figura pouco criativa,
Do mundo que consigo imaginar.
O que me aborrece são “os tempos”,
Lá vem o tempo com a sua lei,
Como que a apropriar-se dos momentos,
Que não são de ninguém,
Cada dúvida menos dissipada,
Ou carência de criatividade,
Parece ao tempo decretada,
Como que uma renúncia à singularidade.
Existem tempos para tudo.
Escreve-se na idiossincrasia do ser,
Tornando-se em si absurdo,
Aquele que não o queira perceber,
Esse obtuso pigmeu,
Que insiste em mandar o dia embora,
Quando a lua já morreu,
E o sol vem anunciando a hora,
Que é tempo de viver…
Sou eu!
Como bem podes ver,
Um cadáver humano,
Filho bastardo do mestre Orfeu,
Cujo destino é tão profano,
Quanto o ridículo que me tornei,
Quando me senti a morrer,
Por tudo aquilo que não sei,
E por ti me deixei prender…
Oh tempo! Tempo maldito!
Chupas o sangue de cada criatura,
Na promessa dum infinito,
Que não é mais que uma ditadura.
Meu metafórico desastre,
Foste tu pois claro,
Que a todos vulgarizaste
No saldo desse teu preço caro.
E faz noites que ando a sufocar,
Sinto o corpo doente,
Por não ter como te pagar.
Mas tenho em mente,
Que talvez te fique a dever,
Nunca se sabe o amanhã,
E como deves saber,
A vida é deveras vã…
Mas não há mais eterno momento,
Que aquele em que esquecemos do tempo!
Existem tantos de nós no mundo,
Que nem sei por onde começar,
Ando num marasmo profundo,
Com aquele que não quero ser,
Como que um vazio anunciado,
Que só eu não quis perceber,
E do qual só eu não fui avisado,
Essa mesmice imperativa,
Que me anda a atormentar,
É uma figura pouco criativa,
Do mundo que consigo imaginar.
O que me aborrece são “os tempos”,
Lá vem o tempo com a sua lei,
Como que a apropriar-se dos momentos,
Que não são de ninguém,
Cada dúvida menos dissipada,
Ou carência de criatividade,
Parece ao tempo decretada,
Como que uma renúncia à singularidade.
Existem tempos para tudo.
Escreve-se na idiossincrasia do ser,
Tornando-se em si absurdo,
Aquele que não o queira perceber,
Esse obtuso pigmeu,
Que insiste em mandar o dia embora,
Quando a lua já morreu,
E o sol vem anunciando a hora,
Que é tempo de viver…
Sou eu!
Como bem podes ver,
Um cadáver humano,
Filho bastardo do mestre Orfeu,
Cujo destino é tão profano,
Quanto o ridículo que me tornei,
Quando me senti a morrer,
Por tudo aquilo que não sei,
E por ti me deixei prender…
Oh tempo! Tempo maldito!
Chupas o sangue de cada criatura,
Na promessa dum infinito,
Que não é mais que uma ditadura.
Meu metafórico desastre,
Foste tu pois claro,
Que a todos vulgarizaste
No saldo desse teu preço caro.
E faz noites que ando a sufocar,
Sinto o corpo doente,
Por não ter como te pagar.
Mas tenho em mente,
Que talvez te fique a dever,
Nunca se sabe o amanhã,
E como deves saber,
A vida é deveras vã…
Mas não há mais eterno momento,
Que aquele em que esquecemos do tempo!
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terça-feira, 1 de junho de 2010
Sul
Rumo ao sul,
O vento empurra o mar.
Os olhos cruzam ideias,
Por entre marés cheias,
De corpos a brilhar.
Rumo ao sul,
Como um recém-nascido.
Num comboio vespertino,
Em busca de um destino,
Mas ainda meio perdido.
Rumo ao sul,
O homem que tu és.
Dentro de fábulas risonhas,
As noites com que sonhas,
O mundo a teus pés.
Rumo ao sul,
Nascem searas em agueiros.
Nas viagens ancestrais,
De velhos imortais,
E nómadas regateiros.
Rumo ao sul,
O mundo que mudou,
A casa em que não vivo,
O trilho em que sigo,
Para onde quer que vou.
Rumo ao sul,
Ele entorna uma cerveja.
Molha o corpo quente,
Nas águas em corrente,
Da mulher que deseja.
Rumo ao sul,
Ideais sem norte.
Rugas de derrota,
Numa história torta,
Enfrentando a morte.
Rumo ao sul
Tudo foi mentido.
o tempo que viveste,
Os dias que morreste,
Nada foi sentido.
Rumo ao sul,
Nada é mentido.
Os dias que tu vives,
os picos e declives,
Tudo é sentido.
Rumo ao sul,
Os sonhos num paúl...
Sigo para sul.
O vento empurra o mar.
Os olhos cruzam ideias,
Por entre marés cheias,
De corpos a brilhar.
Rumo ao sul,
Como um recém-nascido.
Num comboio vespertino,
Em busca de um destino,
Mas ainda meio perdido.
Rumo ao sul,
O homem que tu és.
Dentro de fábulas risonhas,
As noites com que sonhas,
O mundo a teus pés.
Rumo ao sul,
Nascem searas em agueiros.
Nas viagens ancestrais,
De velhos imortais,
E nómadas regateiros.
Rumo ao sul,
O mundo que mudou,
A casa em que não vivo,
O trilho em que sigo,
Para onde quer que vou.
Rumo ao sul,
Ele entorna uma cerveja.
Molha o corpo quente,
Nas águas em corrente,
Da mulher que deseja.
Rumo ao sul,
Ideais sem norte.
Rugas de derrota,
Numa história torta,
Enfrentando a morte.
Rumo ao sul
Tudo foi mentido.
o tempo que viveste,
Os dias que morreste,
Nada foi sentido.
Rumo ao sul,
Nada é mentido.
Os dias que tu vives,
os picos e declives,
Tudo é sentido.
Rumo ao sul,
Os sonhos num paúl...
Sigo para sul.
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sábado, 1 de maio de 2010
Poemas Vadios
Escrevem-se ao vento,
Como recreios da história,
Os encantos da escória,
No equívoco do relento,
Que confunde o ser,
Na efemeridade da existência,
E genealogia da essência,
Deixando a luz morrer,
Como que afogada na escuridão,
Do prazer inaudito,
De ser um caso perdido,
Na mais profunda solidão,
Que nos cura de perversidade,
Por ambulantes esquizofrenias,
E sonhos de anarquia,
Repletos de insanidade,
No meio da cáustica razão,
Dos universos colaterais,
Que se traçam imortais,
Pela voz da negação,
De querer fazer sentido...
Quando nada faz sentido.
Como recreios da história,
Os encantos da escória,
No equívoco do relento,
Que confunde o ser,
Na efemeridade da existência,
E genealogia da essência,
Deixando a luz morrer,
Como que afogada na escuridão,
Do prazer inaudito,
De ser um caso perdido,
Na mais profunda solidão,
Que nos cura de perversidade,
Por ambulantes esquizofrenias,
E sonhos de anarquia,
Repletos de insanidade,
No meio da cáustica razão,
Dos universos colaterais,
Que se traçam imortais,
Pela voz da negação,
De querer fazer sentido...
Quando nada faz sentido.
sexta-feira, 12 de março de 2010
Tragédias
As horas desmaiam,
Por corações que estão frios,
E avistam nos outros seres vazios,
Que altivos reparam.
Que o mundo é deles,
Dos que nós não somos,
Os que nós não fomos,
E o que são eles.
Sabe tão bem,
Despedirmo-nos do mal,
Enfatizarmo-nos em moral,
Que mate outrém.
Que morra o acaso,
E se acabe o mundo,
No nosso egoísmo imundo,
É o nosso passo,
Que marca o fim.
Enquanto as terras tremem,
E algures os Homens gemem,
Dizemos que sim.
Dizemos que não.
Somos os donos de qualquer lugar,
A regra de qualquer olhar,
A infinita razão.
De sermos nós,
Dá-nos o poder de fazer,
De enriquecer e empodrecer,
Conforme a voz.
Conforme o ser.
O grito da existência é determinado,
Do prazer á dor o resultado,
Assim é viver.
Enguiço por enguiço,
Preços que temos que pagar,
Verdades que temos de negar,
Somos tudo isso.
O dom de mentir.
O fio da nossa nascença,
E o consumar da nossa existência,
É o algo a fingir.
O tudo por nada.
Desalinhado de qualquer sentimento,
Somos um contínuo esvaziamento,
Até á meta desejada.
Os rios são difíceis,
E do mar construimos um assassino,
O vento é caustico ao nosso destino,
Somos tão sensíveis.
Amando na televisão,
Vendemos a dor de sermos mortais,
Amamos os dogmas e as morais,
De coração na mão.
Somos tão solidários.
Palavra propagandeada a belo uso,
Para aconchegar o carácter obtuso,
De alguns milionários.
Somos o que discorre,
Do paradoxo entre o ódio e a serenata,
Do semblante do homem que mata,
E daquele que morre.
Tomamos a rédea,
E na maioria fardamo-nos de escravos,
De uma minoria de conclaves.
Então qual é a tragédia?
Como pode algo,
Ser pior que do que o que nos fazemos?
Tudo aquilo que nos trazemos.
Como pode ser salvo?
Anunciamos dia por dia:
Matamos desmesuradamente em passividade,
Somos a omissão da verdade,
Oh divina hierarquia!
De um mundo doente,
A matéria da vida que quisemos matar,
De repente sofre por respirar,
E o Homem sente.
Escuta a morte anunciada do presente.
Mas o Homem mente,
Mas como assassinar-se em seu próprio ventre?
E o homem sente.
Quando o mundo passa rente.
E sentem ambos... mutuamente.
Por corações que estão frios,
E avistam nos outros seres vazios,
Que altivos reparam.
Que o mundo é deles,
Dos que nós não somos,
Os que nós não fomos,
E o que são eles.
Sabe tão bem,
Despedirmo-nos do mal,
Enfatizarmo-nos em moral,
Que mate outrém.
Que morra o acaso,
E se acabe o mundo,
No nosso egoísmo imundo,
É o nosso passo,
Que marca o fim.
Enquanto as terras tremem,
E algures os Homens gemem,
Dizemos que sim.
Dizemos que não.
Somos os donos de qualquer lugar,
A regra de qualquer olhar,
A infinita razão.
De sermos nós,
Dá-nos o poder de fazer,
De enriquecer e empodrecer,
Conforme a voz.
Conforme o ser.
O grito da existência é determinado,
Do prazer á dor o resultado,
Assim é viver.
Enguiço por enguiço,
Preços que temos que pagar,
Verdades que temos de negar,
Somos tudo isso.
O dom de mentir.
O fio da nossa nascença,
E o consumar da nossa existência,
É o algo a fingir.
O tudo por nada.
Desalinhado de qualquer sentimento,
Somos um contínuo esvaziamento,
Até á meta desejada.
Os rios são difíceis,
E do mar construimos um assassino,
O vento é caustico ao nosso destino,
Somos tão sensíveis.
Amando na televisão,
Vendemos a dor de sermos mortais,
Amamos os dogmas e as morais,
De coração na mão.
Somos tão solidários.
Palavra propagandeada a belo uso,
Para aconchegar o carácter obtuso,
De alguns milionários.
Somos o que discorre,
Do paradoxo entre o ódio e a serenata,
Do semblante do homem que mata,
E daquele que morre.
Tomamos a rédea,
E na maioria fardamo-nos de escravos,
De uma minoria de conclaves.
Então qual é a tragédia?
Como pode algo,
Ser pior que do que o que nos fazemos?
Tudo aquilo que nos trazemos.
Como pode ser salvo?
Anunciamos dia por dia:
Matamos desmesuradamente em passividade,
Somos a omissão da verdade,
Oh divina hierarquia!
De um mundo doente,
A matéria da vida que quisemos matar,
De repente sofre por respirar,
E o Homem sente.
Escuta a morte anunciada do presente.
Mas o Homem mente,
Mas como assassinar-se em seu próprio ventre?
E o homem sente.
Quando o mundo passa rente.
E sentem ambos... mutuamente.
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sábado, 16 de janeiro de 2010
Os Senhores
Não me fales de discórdia,
Muito menos de misericórdia.
Fala-me de qualquer coisa,
E que ninguém nos oiça.
Pois quero-me despir de pensar,
Deixar os lábios apenas falar.
E escutar o que me parecer,
Do resto não quero saber.
Mas não ouses avivar a voz,
Que pensariam de gente como nós.
Sábios do pensamento,
Conhecedores de todo o momento.
Que andamos a falar de nada,
Levas logo uma chapada.
Se alguém o ousa imaginar,
Ou pior me questionar.
Ah aí é a tua desgraça,
Dou cabo da tua raça.
Se esse medo se torna real,
E abandonam a minha moral.
Descobrindo que podem sozinhos,
Encontrar seus próprios caminhos.
Deixarei de fazer vontades,
E tenho no poder uma necessidade.
Pois escuta bem o que quero sentir,
Para depois não teres que mentir.
Com cautela despeja-me o imundo,
A mim um senhor do mundo.
Que o vazio me preencha,
É essa a minha sentença.
Muito menos de misericórdia.
Fala-me de qualquer coisa,
E que ninguém nos oiça.
Pois quero-me despir de pensar,
Deixar os lábios apenas falar.
E escutar o que me parecer,
Do resto não quero saber.
Mas não ouses avivar a voz,
Que pensariam de gente como nós.
Sábios do pensamento,
Conhecedores de todo o momento.
Que andamos a falar de nada,
Levas logo uma chapada.
Se alguém o ousa imaginar,
Ou pior me questionar.
Ah aí é a tua desgraça,
Dou cabo da tua raça.
Se esse medo se torna real,
E abandonam a minha moral.
Descobrindo que podem sozinhos,
Encontrar seus próprios caminhos.
Deixarei de fazer vontades,
E tenho no poder uma necessidade.
Pois escuta bem o que quero sentir,
Para depois não teres que mentir.
Com cautela despeja-me o imundo,
A mim um senhor do mundo.
Que o vazio me preencha,
É essa a minha sentença.
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