Porque os sentidos não têm cor,
E o vício é um lugar estranho,
Resolvi falar-te de histórias indolor,
Amigos que nunca esquecem de onde venho,
Em pleno Inverno da alma nua.
E quando os mares se revoltam,
E o tempo faz de ti um homem morto,
Há sempre aqueles que nos consolam,
Que nos querem ensinar a chegar a bom porto,
No beco mais escuro do fim da rua.
Primeiro, não existe primeiro nem último,
Só o dom de aprender a ensinar o amor,
Fazer da mais pequena incapacidade um culto.
Para que por um momento nos libertemos da escravidão da dor.
Quando é a hora da verdade que se quer sua.
Devemos então não pagar nada a ninguém,
Perante a honra de neste mundo poder dever algo,
Porque por divida compreende-se sempre a posse de alguém,
E nós somos só filhos da vadiagem que te falo.
Liberdade por essência aos olhos do sol e da lua.
A tua ternura é um despojo de amigo,
Tantos olhares inquietos perante o prazer de sentir,
Que um Homem pode trazer a sua alma consigo,
E não se esquecer nunca de que pode e deve sorrir,
Perante a eternidade desta guerra desigual e crua.
Há sempre uma canção que nunca ouvi,
Que quando me chega ao gosto me faz lembrar de vós,
Me faz sonhar com a incoerência voluntária que somos todos nós,
Aqueles que posso dizer com quem vivi,
E fico sempre um pouco mais…
Perdido perante o gozo de nem sequer tentar pensar em nada,
Apenas permitir-me a escrever pelo gáudio de escrever,
E a despir de meu corpo a raiva do mundo que mora em meu ser,
Apenas submerso por uma maré de gente amada.
E fico sempre um pouco mais…
Amigo.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
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gostei muitoooo...ver-te falar de coisas boas e dos que te fazem bem é sempre um prazer*
ResponderEliminarver que na tua escrita não reside só a resolta, a luta, o descontentamento,a dor* melhor ainda...faz-nos bem estes momentos de leitura que nos dás e foi bom ler algo assim positivo :)