Nada me pertence,
Não quero conhecer essa sensação,
Nada tem interesse,
Não creio em tal vocação,
Eu não quero ser,
Só quero estar,
Estou farto de perder,
O que não quero ganhar,
Porque tudo o que eu faço,
Não me reconhece a mim.
Onde é o meu espaço,
Talvez no princípio do fim,
Das noites sem sono,
Onde o corpo dormente,
Afaga num silêncio sem dono,
Os livros da mente.
Eu não estou em casa…
Estou tão longe de casa.
Foge do meu mundo,
Deixa-me querer,
Ficar num sono profundo,
Até anoitecer.
Prometo ser só eu,
Um dia sem leis,
Um juízo sem réu
E um reino sem reis.
Tenho os olhos cansados,
Pela luz do sol,
E os ossos esmagados,
Das epopeias no lençol,
Portas onde entrei,
Aquele que eu não sou,
Por onde errei,
O miúdo que gritou.
Eu não estou em casa…
Estou tão longe em casa.
domingo, 27 de março de 2011
Longe
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sexta-feira, 18 de março de 2011
Chão
Os quadros na parede,
Os filmes repetidos vezes sem conta,
Fazem desta casa uma montra,
Daquilo com a que a vida se parece,
Mas não.
O dia tornou-se demasiado cinzento,
Ele já nem sente o porquê do poema,
Desperdiça-se no atingir do tema,
E destrói cada fracassado fragmento,
À mão.
O silêncio grita-lhe de forma insuportável,
Numa inerte hostilidade,
Que lhe destorce a capacidade,
Daquilo que é saciável,
À Razão.
Procura no corpo dor,
Abrindo a cicatriz que o remedia,
No diálogo com a esquizofrenia,
Inebria a alma na cor,
Da loção.
E quando o sono chegar,
Já a dormência o levou daqui,
E cada vez está mais longe de si,
Estendido algures a respirar,
No chão.
Os filmes repetidos vezes sem conta,
Fazem desta casa uma montra,
Daquilo com a que a vida se parece,
Mas não.
O dia tornou-se demasiado cinzento,
Ele já nem sente o porquê do poema,
Desperdiça-se no atingir do tema,
E destrói cada fracassado fragmento,
À mão.
O silêncio grita-lhe de forma insuportável,
Numa inerte hostilidade,
Que lhe destorce a capacidade,
Daquilo que é saciável,
À Razão.
Procura no corpo dor,
Abrindo a cicatriz que o remedia,
No diálogo com a esquizofrenia,
Inebria a alma na cor,
Da loção.
E quando o sono chegar,
Já a dormência o levou daqui,
E cada vez está mais longe de si,
Estendido algures a respirar,
No chão.
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quarta-feira, 2 de março de 2011
Próxima vez
Os dias ficam curtos
Para o que queria dizer,
Para o que poderia fazer,
Perdi-me nos tempos mudos
Da indefinição de viver.
Eu sei que mal tentei
Que consigo ser mais,
Nem sequer me mostrei,
Perdi-me nesse vaivém
De identidades espácio-temporais
Dos dias que eram longos.
Dos mundos que eram nossos,
Nos tempos que erigimos troços,
E os lugares onde fomos,
É tudo o que nós somos.
É estranho ficar assim,
Passar por um sorriso meu,
E aperceber-me do fim,
Sentir-me estranho em mim,
Perder-me no que sou eu.
Se houver próxima vez,
Porque não sou assim tão pouco,
Talvez não diga mais talvez,
E me deixe levar pela embriaguez,
De um acto que se quer louco.
Se houver próxima vez,
Vou desdizer a perfeição
Essa curiosa altivez
Com que munimos a imaginação,
De tudo o que não somos,
E queremos o que fomos,
Nos dias em que estamos
A dor dos nossos porquês,
Longe do que sonhamos
Se houver próxima vez.
Para o que queria dizer,
Para o que poderia fazer,
Perdi-me nos tempos mudos
Da indefinição de viver.
Eu sei que mal tentei
Que consigo ser mais,
Nem sequer me mostrei,
Perdi-me nesse vaivém
De identidades espácio-temporais
Dos dias que eram longos.
Dos mundos que eram nossos,
Nos tempos que erigimos troços,
E os lugares onde fomos,
É tudo o que nós somos.
É estranho ficar assim,
Passar por um sorriso meu,
E aperceber-me do fim,
Sentir-me estranho em mim,
Perder-me no que sou eu.
Se houver próxima vez,
Porque não sou assim tão pouco,
Talvez não diga mais talvez,
E me deixe levar pela embriaguez,
De um acto que se quer louco.
Se houver próxima vez,
Vou desdizer a perfeição
Essa curiosa altivez
Com que munimos a imaginação,
De tudo o que não somos,
E queremos o que fomos,
Nos dias em que estamos
A dor dos nossos porquês,
Longe do que sonhamos
Se houver próxima vez.
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