Os quadros na parede,
Os filmes repetidos vezes sem conta,
Fazem desta casa uma montra,
Daquilo com a que a vida se parece,
Mas não.
O dia tornou-se demasiado cinzento,
Ele já nem sente o porquê do poema,
Desperdiça-se no atingir do tema,
E destrói cada fracassado fragmento,
À mão.
O silêncio grita-lhe de forma insuportável,
Numa inerte hostilidade,
Que lhe destorce a capacidade,
Daquilo que é saciável,
À Razão.
Procura no corpo dor,
Abrindo a cicatriz que o remedia,
No diálogo com a esquizofrenia,
Inebria a alma na cor,
Da loção.
E quando o sono chegar,
Já a dormência o levou daqui,
E cada vez está mais longe de si,
Estendido algures a respirar,
No chão.
sexta-feira, 18 de março de 2011
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