Consigo ver o mundo despido
De qualquer sinfonia de razão,
Num tempo que eu decido
Abraçando os delírios da imaginação,
Estou de passagem pelo escuro
Onde liberto o prenúncio do impensável,
Pelos poros de um caótico futuro
A alforria de ser um Homem intragável
No conforto da minha mente,
É algo comum a qualquer mortal.
Que em conveniência se deixa mergulhar pela gente
E sua moral.
As fábulas de inverno estão de passagem,
Como condenando os tempos mortos á extinção,
Abraçando as múltiplas pulsões desta viagem,
Como que despindo o mundo de razão
As palavras do último passageiro,
Estão guardadas no fundo de cada dia
Dos que se assomam em pleno Fevereiro,
De uma estranha palpitação sombria,
Enquanto se sentam calmamente,
Nos olhares untuosos do percurso,
Enquanto incomodamente ascendem ao Olimpo da mente
Tomando-o a pulso.
O som desaparece, a música encerra,
Já não sou o teu passageiro.
Enquanto escuto a chuva, ao por o pé em terra,
Mato mais um devaneio.
Num arejo de pasmada inquietação,
O Poeta está de passagem pela rebelião.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Subscrever:
Comentários (Atom)