Nada me pertence,
Não quero conhecer essa sensação,
Nada tem interesse,
Não creio em tal vocação,
Eu não quero ser,
Só quero estar,
Estou farto de perder,
O que não quero ganhar,
Porque tudo o que eu faço,
Não me reconhece a mim.
Onde é o meu espaço,
Talvez no princípio do fim,
Das noites sem sono,
Onde o corpo dormente,
Afaga num silêncio sem dono,
Os livros da mente.
Eu não estou em casa…
Estou tão longe de casa.
Foge do meu mundo,
Deixa-me querer,
Ficar num sono profundo,
Até anoitecer.
Prometo ser só eu,
Um dia sem leis,
Um juízo sem réu
E um reino sem reis.
Tenho os olhos cansados,
Pela luz do sol,
E os ossos esmagados,
Das epopeias no lençol,
Portas onde entrei,
Aquele que eu não sou,
Por onde errei,
O miúdo que gritou.
Eu não estou em casa…
Estou tão longe em casa.
domingo, 27 de março de 2011
Longe
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