sexta-feira, 23 de julho de 2010

Evolução

Tenho fome de ser,
Os olhos da loucura,
Os dedos da ternura,
E tudo o que quiser,
Quando o vento me solta,
Nos dias em que me prendes,
Quando não entendes,
O porquê da minha revolta.
Eu tenho perfume de dor,
Cravado no corpo,
E em tudo o que sofro,
Entrego todo o meu calor,
Para tanto sentir,
Que me faça pensar,
E te chame a cantar,
Quando estou a dormir,
Matando os dias com que me matas
Onde os sonhos me escrevem,
Para quando as máquinas cessarem,
E os homens sem erratas,
Apenas viverem.
Deixando de viver,
Como os dias o querem fazer parecer,
Aqueles que a ti não pertencerem,
Serão todos nós.
Os que morrem a gritar,
Sem ninguém escutar,
A quem segredas a voz.
O inferno é teu,
Essa porção que nos destrói,
És o veneno que nos corrói,
Eterno criador do céu.
Essa tua cómoda imposição…
Pois eu não quero morrer devagar!
Prefiro morrer a sonhar,
Do que ser mais um pardo da tua evolução.

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