terça-feira, 13 de julho de 2010

Nome de Revés

No país dos eloquentes,
Morava um homem de azar,
Pois dispersava-lhe a mente,
Quando começava a falar,
E a sua sinceridade era um nada.
No meio de tamanha imponência,
De cada palavra pronunciada,
Pela voz da reverência,
Que lhe silenciava o pensamento,
E lhe quedava à indiferença,
Todo e qualquer momento,
Que desejava municiar a diferença.
Ele queria abraçar a verdade,
E sentir a brisa dos sonhos a chegar,
Mas foi acusado de insanidade,
Pela pureza do seu olhar.
Um agitador da calamidade,
Que ninguém jamais pode negar.
Ele pereceu na dor da saudade,
De quando nada sabia,
Do auge da sua simplicidade,
Pois na sua ténue sabedoria,
Ao mundo não soube mostrar,
Que a inteligência regente,
Essa divindade Secular,
Que nos consagra restantes ao eloquente,
Não é mais do que o espelho,
Da criança que aprende a matar,
E riqueza por sangue alheio,
Em nosso corpo a respirar.

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