sábado, 14 de novembro de 2009

A Prostituta Ideológica

Só sei que sou cristão,
Conservador de toda a realidade,
Que traga o poder como tradição.
E a xenofobia como sociedade.
Sou ideologia sem conceito,
Aquilo que melhor te soar ao ouvido.
O mais fácil preconceito,
E na televisão sou bem parecido.
Institui-me na razão avulso,
De uma intrínseca ditadura,
Que te aguardo recluso.
Pois és a semente da tua tortura.
É que nunca quis mudar nada,
E tu tens-me fundamentado,
Após a verdade alcançada.
Regressemos todos ao passado.
É a elasticidade da minha essência,
Que faculta a famigerada segurança.
Coligo-me com a indecência,
Isso não te causa desconfiança?
Não.Sou exímio na arte de vender,
Se logra a tudo o que acreditas,
Então eu deixo a promessa morrer.
E tu a história imitas.
Ou não é ela o teu espaço?
Eu sou as respostas mais fáceis,
E inovar aviva o sangue na face.
Valha-te então, viver em teus fósseis.

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